suplementos vitamínicos
Pesquisas indicam que mais de 6 em cada 10 pessoas com fibromialgia, quase 8 em cada 10 pacientes com síndrome de Sjögren e mais de 8 em cada 10 indivíduos com outros processos inflamatórios, artrite reumatoide usam suplementos alimentares.
Seja para dor, edema ou fadiga, há sempre algum suplemento prometendo alívio. Mas será que eles realmente funcionam e são seguros? Uma revisão publicada no periódico RMD Open, que analisou 24 revisões sistemáticas e 150 artigos originais, sugere que são necessárias mais pesquisas de alta qualidade sobre os efeitos dos suplementos alimentares em doenças reumatológicas. A maioria dos estudos se concentra na artrite reumatoide ou na osteoartrite, com um nível de evidências no máximo moderado.
Como é a qualidade dos suplementos vitamínicos
A qualidade dos suplementos alimentares é muito variável, e eles não são regulamentados como medicamentos pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA. A Dra. Janet recomendou optar por produtos verificados pela National Sanitation Foundation ou pela empresa ConsumerLab. Essas organizações testam suplementos para garantir que o rótulo reflita verdadeiramente a composição dos produtos.
Nutrientes essenciais
Suplementos vitamínicos são comuns em muitas casas — mas são realmente úteis? “Suplementos vitamínicos individuais não oferecem benefícios, a menos que a pessoa tenha deficiência de uma vitamina ou mineral específico”.
Para alguns pacientes, a deficiência é uma realidade. Um estudo de coorte retrospectivo publicado no periódico Journal of Clinical Medicine revelou que pacientes com artrite reumatoide tinham 17% mais chances do que indivíduos saudáveis pareados por idade de apresentar deficiências nutricionais, talvez porque sintomas como fadiga, dor e náuseas influenciam seus hábitos alimentares.
A seguir, veja o que a ciência diz sobre suplementos vitamínicos comuns.
Vitamina D. Essa vitamina, que se liga a receptores nas células imunitárias para reduzir a inflamação, foi o suplemento alimentar mais popular entre pacientes reumatológicos em um estudo recente do Reino Unido. A deficiência de vitamina D é comum em pessoas com artrite reumatoide, lúpus, síndrome de Sjögren, espondilite anquilosante, esclerose sistêmica e fibromialgia. Em alguns casos, seus níveis acompanham a atividade de doença, segundo pesquisas. Quem toma corticoides tem esta deficiência mais frequente.
Os suplementos podem ajudar nesses casos?
Na artrite reumatoide, as evidências indicam uma melhora discreta. Uma revisão sistemática recente, mostrou que a suplementação de vitamina D reduziu significativamente a dor dos pacientes. Melhorou ainda os Escore de Atividade de Doença em 28 articulações (DAS-28), além dos níveis de proteína C reativa (PCR) e velocidade de hemossedimentação (VHS)
Na fibromialgia, no entanto, as pesquisas apresentam resultados conflitantes para sintomas de fibromialgia,
De acordo com uma revisão publicada no periódico SN Comprehensive Clinical Medicine que avaliou dois estudos e 80 pacientes em suplementação a conclusão dos pesquisadores – é de que ainda vale a pena discutir os benefícios potenciais do uso da vitamina D.
“A suplementação de vitamina D é importante no contexto de várias doenças reumáticas para prevenir ou tratar doenças ósseas”,
Segundodisseram as Dras. Elena Philippou e Elena Nikiphorou. “Pacientes com doenças reumáticas devem falar com seu médico e pedir uma dosagem de vitamina D.” Os resultados [desse exame] podem ajudar o profissional a recomendar uma dose para a suplementação.
5 A Folato. Pacientes em uso de metotrexato devem tomar suplementos de ácido fólico sob orientação médica. O metotrexato pode reduzir os níveis de ácido fólico, aumentando o risco de efeitos colaterais. A dose comumente recomendada é de 1 mg/dia.
6 Vitamina B12. Em um artigo de 2024 publicado no periódico Rheumatology International, pesquisadores recomendaram que os médicos avaliem os níveis de vitamina B12 no início do processo de diagnóstico de doenças inflamatórias. O motivo é que muitos sintomas de anemia perniciosa, como a fadiga, mimetizam sintomas relacionados a doenças reumatológicas. Os efeitos gastrointestinais da esclerose sistêmica podem causar deficiência de vitamina B12.
7 – Vitamina E. A deficiência de vitamina E é rara em adultos saudáveis. No entanto, algumas patologias, como a doença inflamatória intestinal e os distúrbios de má absorção, podem aumentar suas chances. Na artrite reumatoide, a suplementação pode ajudar a reduzir o edema e a sensibilidade das articulações, de acordo com uma revisão sistemática de nove estudos, publicada no European Journal of Clinical Nutrition. Os pesquisadores atribuem ao nutriente o papel de auxiliar no reparo intestinal. No entanto, a vitamina deve ser usada com cautela, pois pode aumentar o risco de hemorragias em doses acima de 1000 mg/dia.
8 Vitamina A. A deficiência de vitamina A é rara em nosso Pais, e o risco de suplementação excessiva é maior do que o de suplementação insuficiente. No entanto, a deficiência pode ocorrer em pacientes com doenças crônicas que atingem o pâncreas, fígado ou trato gastrointestinal. Nesses indivíduos, a suplementação pode ajudar a reduzir os sintomas de xeroftalmia, comuns na síndrome de Sjögren, segundo uma revisão narrativa publicada no Nutrients. A vitamina A pode reduzir alterações na superfície ocular ao auxiliar na produção de proteínas que protegem as superfícies mais externas dos olhos. A dose diária recomendada é de 900 μg, e altas doses podem causar toxicidade, resultando em sintomas gastrointestinais e problemas como letargia, sonolência, aumento da pressão intracraniana e alterações na pele.
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