Gripe – Vacinar ou não, quem vacinar?
Há uma diferença fundamental entre resfriado e gripe. Ambas são doenças produzidas por vírus nas quais só medicamos os sintomas e devemos aguardar o seu curso natural e a sua cura espontânea.
O resfriado é uma doença menos grave que provoca coriza, uma leve dor de garganta e às vezes uma febre discreta.
A gripe é uma doença mais agressiva e tem como principais sintomas dores musculares, coriza, tosse, congestão nasal, dor de garganta e febre. A gripe causa também, uma grande sensação de mal estar e fraqueza, que frequentemente impossibilita que se continue nas tarefas habituais.
A gripe debilita nosso organismo e favorece a instalação de outras infecções do trato respiratório e orofaringe.
A gripe é causada pelo vírus Influenza que se modifica constantemente. Isto é que provoca gripes diferentes a cada ano e às vezes “varias gripes“ em um mesmo ano. Esta capacidade do vírus de se alterar geneticamente é o que impossibilita que consigamos uma imunidade permanente após sofrermos com a doença ou mesmo após termos sido vacinado. A organização mundial da saúde (OMS) monitora constantemente as variáveis dos vírus que estão acometendo a população e elabora o perfil da vacina que deve ser administrada em cada ano.
Há varias formas de vacina, mas a mais comum é a de vírus atenuados, que por provocarem a agressão em nosso organismo provoca a elaboração de anticorpos, mas por serem “enfraquecidos” não provocam a doença. Em adultos saudáveis a vacina confere proteção contra 70% a 90% das gripes.

As grandes empresas proporcionam esta vacina a todos os funcionários independentemente de idade e condições de saúde, por já terem percebido que o numero de faltas ao trabalho, por doença respiratória, cai muito nos grupos vacinados.
Ela tem indicação médica para grupos de maior risco como:
Indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos;
Adulto ou criança com moléstia crônica;
Adultos com asma;
Portadores de sinusite crônica
Devemos tomá-la, sempre, antes do inicio do inverno independentemente da data da vacinação anterior.
Os únicos efeitos colaterais das vacinas atuais é uma pequena reação de inflamação no local da aplicação. As gripes (ou resfriados) que ocorrem após a vacinação nunca são devidas à vacina. Ou a gripe já estava instalada no indivíduo e em seu período de latência (antes do aparecimento dos sintomas), ou é um resfriado, contra o qual a vacina nada faz ou ainda é de uma cepa de vírus que não faz parte daquela vacina (uma mutação do vírus que a OMS não considerou importante ser colocada na vacina naquele ano).
Não perca a oportunidade de aumentar a sua resistência contra doenças respiratórias.
Dr. Joffre Nogueira Filho 3885 5066