Dieta pobre é responsável por doença e morte
Especialistas aconselham incentivar o valor nutricional do alimento em vez de calorias.

Para combater a obesidade e doenças cardiovasculares (DCV), o foco deve sair da contagem de calorias e ir para o valor nutricional dos alimentos, escreveram cientistas britânicos em um editorial da revista “Open Heart”.
Por exemplo, já está bem determinado que o aumento da ingestão de ácidos graxos ômega 3 (de peixes gordurosos), óleo de oliva e nozes está associado a reduções em mortes por todas as causas e por doença cardiovascular. De modo inverso, o consumo diário de uma bebida com açúcar (150 calorias) está associado a aumento significativo de risco de diabetes tipo 2. Devido ao foco excessivo no conteúdo calórico do alimento pelos mercados de alimentos e de perda de peso, médicos até então não conseguiram transmitir a ideia de que é o conteúdo nutricional que importa.
Segundo este trabalho os médicos têm uma obrigação para com seus pacientes e também para com a população local. A falha coletiva em agir é uma opção que não podemos assumir, devido ao preço alto demais, humano e econômico, que a obesidade e o diabetes tipo 2 estão representando. As duas doenças estão causando despesas na casa de bilhões de libras.
As evidências mostram que uma dieta pobre é sistematicamente responsável por mais doença e morte do que a inatividade física, tabagismo e álcool juntos, confirmando o mantra de que “o alimento pode ser a forma mais poderosa de medicina ou a forma mais lenta de veneno”.